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RS é o terceiro estado do país em número de acidentes de trabalho

Só no ano de 2013, foram quase 60 mil acidentes no estado, com 140 mortes.

RS é o terceiro estado do país em número de acidentes de trabalho

O Rio Grande do Sul ocupa o terceiro lugar no país em acidentes de trabalho. Em média, um empregado morre a cada dois dias no estado. A maioria dos acidentes ocorre na indústria e na construção civil, como mostra a reportagem do RBS Notícias.

Segundo dados da Previdência Social, o Rio Grande do Sul registrou 59.627 acidentes em 2013, com um total de 140 mortes no ano. No Brasil, foram 717.911 acidentes de trabalho, com um total de 2.797 óbitos.

A situação do estado em relação à prevenção de acidentes de trabalho e de resgate e emergência é foco da 18ª PrevenSul, feira que reúne empresas e entidades do setor de segurança de trabalho até sexta-feira (24), no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre.

O socorrista Juliano Kindlein sobreviveu a um acidente, mas ficou com sequelas. “Depois que tu quebra uma vez uma junta, uma articulação, até hoje acaba incomodando. Doem as articulações por causa desse acidente”, diz.

A ajudante de hidráulica Gislene da Rosa Flores queimou parte do corpo em uma explosão. “Eu entrei no salão de festas para arrumar um cano e deixaram o fogão ligado. Daí explodiu. Quem pôde correr, correu. Infelizmente eu fiquei lá dentro”, conta.

Muitas empresas apostam na tecnologia para reduzir o número de acidentes. Mas para o Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho no Estado (Sinditest-RS), ainda é pouco para mudar a estatística.

“O trabalhador tem que ser colocado em um ambiente que tenha condições de trabalho e nesse ambiente ele ter os cuidados necessários. O que acontece é o contrário. Em qualquer ambiente, muitos ambientes precários, são colocadas pessoas para trabalhar e aí ele tem que ter o cuidado. Não funciona”, resume o presidente do sindicato, Nilson Laucksen.

Há 12 anos trabalhando em canteiros de obras, o operário Juarez Nunes viu muita coisa mudar. E hoje ele diz que equipamentos de proteção são indispensáveis. “Fiz um corte embaixo do meu pé trabalhando de chinelo de dedo. [Hoje] nem pensar, só na praia”, resume.

 

 


Fonte: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia


Postado por: Luiz Dorneles



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